G8 anuncia medida para combater estupro como arma de guerra

O G8, grupo formado pelos sete países mais desenvolvidos e industrializados do mundo mais a Rússia, anunciou nesta quinta-feira um passo importante para combater o estupro como arma de guerra.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, os chanceleres do G8 chegaram a um consenso de que todos os signatários da Convenção de Genebra têm o dever de processar os suspeitos por esses crimes.

Hague disse que a violência sexual causa sofrimento "inimaginável", além de incentivar o conflito.

Para viabilizar a iniciativa, o G8 vai levantar recursos da ordem de US$ 35 milhões (R$ 69 milhões). O dinheiro será aplicado, por exemplo, no registro dos incidentes para processos futuros e financiamento de assistência legal.

Hague afirmou, ainda, que soldados, incluindo missões de paz, serão treinados para responder duramente à violência sexual.

Coreia do Norte

Na mesma reunião, os ministros das Relações Exteriores também condenaram o desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte.

Eles fizeram um novo apelo para que o país contenha o que chamaram de atos de provocação após semanas de tensão elevada na Península Coreana.

Autoridades na Coreia do Sul e Washington alertaram que a Coreia do Norte está preparando o lançamento de pelo menos um míssil balístico de médio alcance de um local perto da costa leste.

O Japão, os Estados Unidos e a Coreia do Sul já preparam os sistemas de defesa para interceptar qualquer míssil que ameace seus territórios.