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Marcelo, 32 anos

Marcelo diz que usou diariamente o crack por três ou quatro anos. Morou na Cracolândia. No dia 30 de janeiro, dizia fazer uma semana que não fumava.

Direito de imagem BBC World Service

"Parei porque me sentia mal, não parei por causa de tratamento ou de religião", diz. Ele ressalta que só se sentirá "curado" da dependência quando receber um primeiro salário e resistir à tentação de comprar pedras.

Nascido e crescido na zona sul de São Paulo, Marcelo diz que fez vários bicos para ganhar a vida. "Gostaria de virar gari da prefeitura". Após um emprego, o passo seguinte seria se reaproximar das filhas que deixou com a ex-esposa. "Me separei por causa da droga. Nenhuma mulher aguenta, né?"

Sobre a ação policial na cracolândia, ele é crítico: "Isso só acontece porque querem mostrar que o Brasil é limpo, porque vai ter jogos (de futebol, com a Copa de 2014). Não é para ajudar os viciados."