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Jornalista ferida na Síria faz apelo para deixar o país

Uma jornalista francesa ferida em um ataque na Síria fez nesta quinta-feira um apelo ao governo do país, pedindo um cessar-fogo que a permita sair dali para ser operada com urgência.

Edith Bouvier, repórter do jornal Le Figaro, foi atingida pela mesma bomba que matou os jornalistas Marie Colvin e Remi Ochlik - de nacionalidades americana e francesa, respectivamente - na conflagrada cidade de Homs, na última quarta-feira.

As mortes evidenciaram a crise vivida em Homs, que está há semanas sob ataque das tropas do governo de Bashar al-Assad.

Direito de imagem AFP
Image caption Bouvier diz que necessita ser operada com urgência

Em um vídeo gravado e divulgado na internet por opositores sírios, Bouvier diz que está com o fêmur quebrado e que, apesar dos esforços dos médicos locais, não pode ser tratada na Síria. Ela pede um carro que a leve ao Líbano.

O vídeo também contém um depoimento do jornalista fotográfico francês William Daniels, que reitera o apelo para que Bouvier possa deixar a Síria. Ele diz que escapou por pouco do bombardeio e agregou que a situação está "muito difícil" para as pessoas retidas em Homs.

Enquanto ele depõe à câmera, é possível ouvir uma bomba explodindo no lado de fora.

Há relatos de dezenas de mortos em Homs - um dos principais bastiões da oposição - por conta da ofensiva das tropas do governo. Relatos também dão conta de que a população civil não está conseguindo deixar a cidade.