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Vidas no Batente: Para músico do Andaraí, 'viver de samba não rende luxo'

Junior de Oliveira começou a batucar pratos e panelas lá pelos cinco anos de idade. O menino que viria a se tornar percussionista nasceu com samba na veia, neto do compositor Silas de Oliveira.

Aos 34 anos, Junior é um de muitos jovens sambistas cariocas ganham a vida seguindo na tradição do samba no Rio.

Image caption Júnior de Oliveira é neto do compositor Silas de Oliveira

O músico toca semanalmente no Samba do Trabalhador, roda de samba criada por Moacyr Luz há sete anos no Andaraí, zona norte do Rio, e pelo menos uma vez por mês com o DNA do Samba, grupo composto por outros jovens sambistas que são herdeiros de bambas.

"Hoje em dia tem muito samba", diz Junior. O cachê de músico não é alto, "mas dá para segurar a onda (até o fim) do mês".

Ele dá aulas de percussão quando pode para complementar a renda e leva uma vida sem luxos. Mora no apartamento da mãe, na Vila da Penha, zona norte do Rio, mas divide o tempo entre a cidade - onde se concentram as oportunidades de trabalho no samba - e o interior de São Paulo, onde moram sua mulher e uma de suas duas filhas.

"Minha ambição é continuar tocando com humildade e simplicidade, respeitando todo mundo e esperando as coisas acontecerem", diz.