Escolas flutuantes em Bangladesh inovam em educação

Atualizado em  19 de novembro, 2012 - 15:43 (Brasília) 17:43 GMT

Escolas flutuantes garantem ensino de mais de mil crianças em Bangladesh

  • Criança sobe no barco-escola (Foto Shidhulai Swanirvar Sangstha)
    Escolas flutuantes estão ajudando a garantir o ensino de mais de mil crianças em Bangladesh. O projeto foi premiado na Cúpula Mundial de Inovação em Educação, em Doha, no Catar. Consiste em duas dezenas de barcos-escola movidos a energia solar e equipados com salas de aula e bibliotecas.
  • Crianças na escola flutuante (Foto Shidhulai Swanirvar Sangstha)
    O objetivo do projeto, patrocinado pela ONG Shidhulai Swanirvar Sangstha é garantir que as crianças de algumas regiões do Bangladesh possam ter aula mesmo na época das chuvas, quando o nível dos rios sobe drasticamente.
  • Casa na beira do rio (Foto Shidhulai Swanirvar Sangstha)
    Boa parte da população do Bangladesh vive à beira de um conjunto de rios que deságua na Baía de Bengali. Como as terras da região costumam ser baixas, são muito vulneráveis a enchentes.
  • Menina trabalha no computador (Foto Shidhulai Swanirvar Sangstha)
    Mohammed Rezwan, diretor-executivo da Shidhulai Swanirvar Sangstha nasceu no distrito de Natore. "Experimentei em primeira mão o sofrimento de comunidades ribeirinhas que não têm acesso a informação e oportunidades. Como as estradas são intransitáveis ​​no período das cheias, as crianças não podem ir para a escola", ele explica.
  • Aula na escola flutuante (Foto Shidhulai Swanirvar Sangstha)
    Formado em arquitetura e engenharia, Rezwan decidiu agir para resolver esse problema da falta de acesso regular das crianças da região à escola: "Eu pensei: se as crianças não podem ir para a escola por falta de transporte adequado, então a escola deve ir até as crianças - de barco."
  • Crianças embarcam na escola flutuante (Foto Shidhulai Swanirvar Sangstha)
    Os barcos-escola recebem crianças de várias localidades. Cada um tem uma sala de aula com capacidade para 30 alunos. No total, 20 desses barcos estão em operação, atendendo a 1.657 alunos.
  •  Biblioteca (Foto Shidhulai Swanirvar Sangstha)
    As escolas flutuantes estão equipadas com laptops e computadores conectados à Internet, além de terem bibliotecas bem abastecidas.
  •  Treinamento para adultos (Foto Shidhulai Swanirvar Sangstha)
    Algumas escolas flutuantes também oferecem cursos para adultos sobre temas como agricultura sustentável, direitos das mulheres, marketing, nutrição e adaptação às mudanças climáticas.
  • Menina lê com lanterna solar  (Foto Shidhulai Swanirvar Sangstha)
    Sem nenhum custo, lanternas solares são fornecidas para os estudantes, para que eles possam continuar seus estudos em casa.
  • Crianças desembarcando (Foto Shidhulai Swanirvar Sangstha)
    Hoje, o financiamento do projeto é feito com doações internacionais e locais, mas a Shidhulai Swanirvar Sangstha está começando a explorar modelos de financiamento alternativos para poder expandir a rede de barcos-escola.

Aulas sobre o rio

Escolas flutuantes estão ajudando a garantir o ensino de mais de 1.657 crianças em Bangladesh.

A iniciativa foi desenvolvida pela ONG Shidhulai Swanirvar Sangstha e premiada na Cúpula Mundial de Inovação em Educação, em Doha, no Catar.

O projeto consiste em duas dezenas de barcos-escola movidos a energia solar e equipados com salas de aula, computadores e bibliotecas.

Os barcos navegam pelos rios que deságuam na Baía de Bengali e, no caminho, recebem crianças moradoras de localidades que na época das chuvas ficam isoladas.

Formado em arquitetura e engenharia, Mohammed Rezwan, diretor-executivo da Shidhulai Swanirvar Sangstha, afirma que, por causa da dificuldade de acesso à escola nesse período das cheias, as taxas de evasão escolar na região costumam ser altíssimas.

"Eu pensei: se as crianças não podem ir para a escola por falta de transporte adequado, então a escola deve ir até as crianças - de barco", contou Rezwan.

Algumas escolas flutuantes também oferecem cursos para adultos sobre temas como agricultura sustentável, direitos das mulheres, marketing, nutrição e adaptação às mudanças climáticas.

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