Exposição em SP mostra vida dos escravos no Brasil

Fotos do século 19 retratam opressão contra negros no último país a abolir a escravidão.

Fotos do século 19 retratam opressão contra negros no último país a abolir a escravidão
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Uma exposição em São Paulo, chamada 'Emancipação, inclusão e exclusão', reúne 74 fotografias de negros no Brasil do déculo 19. Muitos dos retratados eram escravos. Acima, a foto 'Saída para a colheita do café em carroça', feita no Vale do Paraíba em 1885. (Foto: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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As fotos não documentam atos de 'violência explícita' contra escravos, mas expressam a opressão, segundo o curador da mostra no Museu de Arte Contemporânea da USP, Sergio Burgi. A exposição foi feita em associação com o Instituto Moreira Salles. (Foto: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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O Brasil foi o último país do Ocidente a abolir a escravidão, algo que ocorreu apenas em 1888, 'quando a fotografia já havia amadurecido muito', afirmou Burgi à BBC. Isso se faz notar na imagem acima, 'Primeira foto do trabalho no interior de uma mina de ouro', feita em 1888 em Minas Gerais. (Foto: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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'Lavagem do ouro' é outra imagem de Marc Ferrez, um dos fotógrafos de maior destaque no Brasil do século 19. Um de seus objetivos foi documentar o processo de produção econômica nas fazendas, segundo Burgi. Esta foto foi feita em Minas Gerais, em 1880. (Foto: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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Acima, negra com uma criança branca nas costas, na Bahia, em 1870. (Fotógrafo no identificado/Acervo Instituto Moreira Salles).

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Foto da fazenda de Quititi, no Rio de Janeiro, 1865. É possível ver um menino branco bem vestido e com um brinquedo, junto a várias crianças negras descalças e vestindo roupas esfarrapadas. (Foto: Georges Leuzinger/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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'Escravos na colheita do café', 1882. Burgi indica que 'é mais fácil para as gerações contemporâneas pensar nesse período por meio de fotos, em vez de desenhos que, de certo modo, projetam um passado aparentemente distante de algo que é tão próximo'. (Foto: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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'Negra com o filho', outra imagem de Marc Ferrez, desta vez feita em Salvador, em 1884. Além de imagens do trabalho rural e mineração, a exposição reúne cenas urbanas ou situações domésticas da época. (Foto: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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Burgi nota que 'todos estão sempre posando para o fotógrafo'. E explica que isso refletia as necessidades do processo fotográfico do século 19, quando eram usadas câmeras grandes, sempre apoiadas em tripés. (Foto: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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'Quitandeiras' (acima), nome dado a vendedoras ambulantes vindas de Angola, em uma rua no Rio de Janeiro, 1875. (Foto: Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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'Senhora na liteira com dois escravos', imagem feita na Bahia, em 1860, por um fotógrafo desconhecido. A exposição fica no Museu de Arte Contemporânea da USP até o dia 29 de novembro. Há planos para que a mostra vá para outras cidades do Brasil e até outros países.(Foto: Acervo Instituto Moreira Salles).