Ebola na Libéria (BBC)
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Profissionais de saúde ameaçam greve na Libéria por ebola; 95 deles já morreram

Autoridades médicas da Libéria fizeram um apelo para que profissionais da saúde não entrem em greve, num momento em que a epidemia do ebola já matou mais de 2,3 mil pessoas no país.

Image caption O surto do ebola na Libéria já matou 95 profissionais da saúde no país

Os trabalhadores querem um aumento salarial para aqueles envolvidos no tratamento de casos do ebola.

O governo diz que a paralisação, programada para esta terça-feira, pode ter consequências negativas nos pacientes do ebola e nas medidas para conter o surto da doença.

Atualmente, profissionais da saúde recebem menos de US$ 500 (R$ 1.195) como adicional de risco por mês, além do salário-base entre US$ 200 e US$ 300. A categoria exige que o adicional seja reajustado para US$ 700 mensais.

No país, 95 funcionários da área médica morreram por conta da epidemia, e o governo tem sido acusado pela categoria de não agir para protegê-los.

A Libéria é o país mais afetado pelo surto do ebola, que já matou mais de 4 mil pessoas na África Ocidental.