Em imagens: Haiti cinco anos depois do terremoto

Fotógrafo Riccardo Venturi documentou as vidas dos haitianos cinco anos depois do tremor que deixou o país à beira do caos.

Em 12 de janeiro de 2010, o Haiti foi devastado por um  terremoto de magnitude 7. Mais de 250 mil pessoas morreram e outras 85,5 mil ainda vivem em campos de desabrigados. As crianças que moram nesses locais estão vulneráveis, pois crescem com pouco ou mesmo nenhum acesso a serviços básicos e fundamentais, tais como água, saneamento, sistema de saúde e escolas. O fotógrafo Riccardo Venturi viajou ao Haiti com a ONG Save the Children, para documentar suas vidas, cinco anos após a destruição causada pelo tremor. (Crédito: Riccardo Venturi/Save the Children)
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Em 12 de janeiro de 2010, o Haiti foi devastado por um terremoto de magnitude 7. Mais de 250 mil pessoas morreram e outras 85,5 mil ainda vivem em campos de desabrigados. As crianças que moram nesses locais estão vulneráveis, pois crescem com pouco ou mesmo nenhum acesso a serviços básicos e fundamentais, tais como água, saneamento, sistema de saúde e escolas. O fotógrafo Riccardo Venturi viajou ao Haiti com a ONG Save the Children, para documentar suas vidas, cinco anos após a destruição causada pelo tremor. (Crédito: Riccardo Venturi/Save the Children)

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Marie Darline tem 15 anos e vive em um campo destinado a pessoas que ficaram desabrigadas durante o desastre de 2010. "Eu moro neste campo há quatro anos. Não gosto de viver aqui, mas é o que temos. Definitivamente, não me sinto segura aqui, pois as pessoas não se respeitam. Uma vez, um policial foi morto. Atiraram nele e fugiram de moto. Temos um posto policial, mas não há nenhum agente por lá. Temos medo de andar à noite, pois os jovens que ficam pelas ruas nos pegarão". (Crédito: Riccardo Venturi/Save the Children)

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Elinaud, de 28 anos, vive na comunidade de Dessalines com seus pais. Ele é um dos centenas de milhares de haitianos infectados com cólera em um surto que atingiu o país depois do terremoto. "Não tenho certeza de como fui contaminado com a doença. Trabalho no campo e lá não há vasos sanitários. Essa pode ter sido a causa. Parecia que meu estômago estava em chamas e achei que fosse morrer. Fui a um centro na cidade de Marchand de Dessalines para receber tratamento. Me atenderam e me deram um kit do Save the Children. Agora, sei como me prevenir. Sei que tenho que lavar minhas mãos antes e depois de ir ao banheiro. Eu ajudo minha família com o trabalho no campo. Tenho muitos irmãos. Ao todo, somos 11. Nove deles moram comigo". (Crédito: Riccardo Venturi/Save the Children)

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Edrine tem 14 anos e vive com sua família de seis pessoas em um casebre dentro de um campo de desabrigados, para onde se mudaram no dia seguinte ao terremoto. "Morávamos em uma casa que foi totalmente destruída. Não estamos confortáveis vivendo aqui. Quando chove, fica inundada. Gostaríamos de ter ferramentas para limpar o terreno e construir canais para o escoamento da água".

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Katiana, 13 anos, teme por sua segurança no campo, mas diz que, além disso, a falta de assistência médica é preocupante. "As luzes das ruas estão quebradas. Assim, andamos, mas ficamos com medo. No entanto, o maior problema aqui é a saúde. Não existe um posto de saúde". (Crédito: Riccardo Venturi/Save the Children)

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Shesnerline Woodeline, 15, vive em um campo para desabrigados haitianos. "Quero ser diplomata, porque gosto de política e gosto de falar e dividir minhas ideias. Gostaria de representar meu país. Se eu fosse diplomata, por exemplo, criaria um posto de saúde neste campo. Depois, faria uma praça, onde as crianças pudessem brincar. Também construiria uma estação policial mais segura, pois a que existe está quase arruinada". (Crédito: Riccardo Venturi/Save the Children)

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"Meu nome é Betchina e tenho 13 anos. Estou na sexta série. Fui bem nas provas de hoje. Quando terminar a escola, eu quero ser enfermeira. Quero ajudar as pessoas. Quando o terremoto aconteceu, eu estava dando banho no meu irmão. Quando sentimos o tremor, começamos a correr. Porém, um bloco de concreto caiu no meu joelho e nossa casa foi completamente destruída. Meu joelho ficou machucado e fiquei no hospital por um tempo. Costuraram meu joelho. Antes, eu podia andar. Agora, não posso mais." (Crédito: Riccardo Venturi/Save the Children)