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FBI fecha cerco contra 'turismo de maternidade' de chinesas nos EUA

O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, deu início a uma operação contra o chamado "turismo de maternidade" no país oferecido a mulheres chinesas grávidas.

Seduzidas pela possibilidade de terem a cidadania americana para os bebês – qualquer criança que nasça em solo americano pode pedir o passaporte do país -, as mulheres acabam pagando até US$ 50 mil (R$ 155 mil) pelo pacote, que inclui passagem, hospedagem e o parto de seus filhos.

Recentemente, agentes do FBI fizeram batidas em dezenas de apartamentos em Los Angeles na tentativa de fechar o cerco contra o esquema. Esses locais funcionavam como "hotéis-maternidade", onde as chinesas se hospedavam para dar à luz seus filhos por lá.

A busca da polícia é por provas que evidenciem crimes de falsificação de visto e fraude legal.

"Não é contra a lei vir aos Estados Unidos para que o filho nasça como cidadão norte-americano, mas é contra a lei mentir sobre isso durante o processo de pedido de visto e nas entrevistas à chegada do país", explicou o agente do Departamento de Imigração e Fronteiras, Claude Arnold.

Ele conta que os grupos que vendem os pacotes às chinesas ensinam as mulheres o que dizer na entrevista de solicitação do visto.

A BBC conversou com algumas chinesas que tiveram seus filhos nos Estados Unidos e estavam tirando o passaporte para eles. Muitas não quiseram ser identificadas, e algumas delas mencionaram a "política de um filho só" do governo chinês como motivo por viajarem aos Estados Unidos para dar à luz.

"Eu quis ter o filho aqui, porque a China não me permite ter um segundo filho", diz ela. "O passaporte americano não é importante."