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Mães de bebês com microcefalia enfrentam dificuldades financeiras e abandono de pais na Paraíba

No ambulatório especializado em microcefalia do Hospital Municipal Pedro I, em Campina Grande, na Paraíba, diversas mulheres se encontram ao levar seus filhos recém-nascidos para a fisioterapia.

A unidade, montada às pressas em novembro do ano passado para responder ao repentino aumento de casos de microcefalia no Nordeste, vêm recebendo dezenas de bebês do interior do Estado para as sessões - mas também para terapia individual ou em grupo para as mães.

Os dramas enfrentados pelas mulheres atendidas aqui se sobrepõem. Pobreza, gravidez precoce, abandono pelos parceiros – são problemas corriqueiros.

Jaqueline Loureiro, psicóloga da unidade, diz que todas as mulheres aqui têm padrões socioeconômicos baixos e muitas vivem apenas do Bolsa Família.

Diversas foram de fato abandonadas pelos parceiros, como Ianka Mikaelle, que foi deixada pelo pai de seu bebê assim que ele descobriu que a criança tinha microcefalia; mas Jaqueline diz que há muitos outros casos de abandono velado. Os maridos ficam, mas não se fazem presentes. Ela calcula que apenas 10% das mulheres atendidas pelo ambulatório de fato recebem o apoio necessário dos maridos.

Veja na reportagem de Júlia Dias Carneiro.